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A Tamburello venceu o duelo

Amanha é o dia em que o mundo viu Ayrton Senna bater na curva mais famosa do circuito de San Marino, Imola na Itália. A Tamburello era uma curva de alta velocidade, agora transformada em chicane. No dia em que Senna bateu a informação era de que a velocidade do carro beirava os 310 km/h e desacelerou para 210 km/h em poucos segundos.

A verdade sobre a causa do acidente ninguém tem por correto, porém é quase uma verdade absoluta que a barra de direção não funcionou corretamente naquela curva e tirou toda a ação que Ayrton poderia ter feito para tentar escapar da morte.

Ayrton não errou, mas não teve o direito de concertar o erro do carro. Como consequência, a curva Tamburello levou o grande piloto da F1 de todos os tempos e nós temos que lidar com pilotos de video game hoje em dia.

Um domingo triste

Era para ser um domingo qualquer, era para ser mais um domingo. Era domingo de corrida, Senna não fazia um boa temporada. Eu tinha 13 anos na época. Lembro bem que não estava assistindo a corrida, estava eu com uma laranja e conversando com meus primos.

Quando chegou um dos meus primos e disse: o Senna bateu feio. Na hora, não pensei que fosse algo tão grande e não liguei muito, pois Ayrton era Ayrton. Mas, daí para 15 minutos depois, veio a notícia que me deixou muito triste e uma lembrança para o resto da vida.

Ainda criança não entendia muito, mas, marcou muito em perder alguém que mesmo longe estava conosco todos os domingos. Fazia parte da rotina e o melhor, fazia parte das alegrias. Naquele domingo, há 18 anos atrás, num domingo como esse, a F1 perdia um dos maiores pilotos da história do automobilismo mundial.

Senna se foi, mas deixou um rastro de milhões de fãs que assim como eu, ainda o lembra com uma admiração enorme pelo piloto, homem e carisma que Ayrton carregava consigo.

Como nas grandes vitórias, milhões carregaram seu corpo na sua última corrida, a corrida para o céu dos eternos campeões. Valeu Ayrton!!!

Domingo chuvoso em Mônaco

Era um domingo de corrida no principado de Mônaco. O Grande Prêmio de Mônaco era notório como um dos mais elegantes circuitos e com alta dificuldade de dirigibilidade. Tudo levava a crer que Prost, na Mclaren iria levar mais uma pois o carro era muito mais superior que os outros.

Era 1984, e Ayrton tinha pena chegado na F1. Ayrton estava prestes a mostrar ao mundo sua habilidade inquestionável e muito superior a qualquer piloto naquele ano. O ar da graça se deu quando uma chuva torrencial lavou o circuito, deixando a pista com uma lâmina de água. Muitos começaram a ter problemas com isso.

Ayrton largara na 13a posição. Durante a corrida, mais chuva se fez e o que era difícil para alguns se tornou ainda pior. Mas, para a Ayrton, a caçada a Prost tinha apenas começado. Depois de algumas voltas, Ayrton estava pilotando seu carro 3 segundos mais rápido que Prost. Na sequência de últimas voltas a diferença entre os pilotos antes do cancelamento da corrida eram: 18 segundos, 15 segundos, quando chegou a 11 segundos Porst levanta o braço sinalizando que não tinha condições de continuar a corrida com a atual situação da pista, na volta seguinte já estava em 7.446 segundos onde houve a decisão de paralisar a corrida.

Começava assim a grande carreira de Senna, na Toleman, um demonstrativo do que seria os anos posteriores.

A vitória

A vitória e Ayrton nem sempre caminharam juntas. Após a chegada na F1, Ayrton demorou a encontrá-la, após o encontro, eles não se desgrudaram mais. Até a música da vitória foi uma inesquecível herança daquele saudoso tempo.

Foram muitos pódios, no entanto uns tiveram sua conquista com um sabor a mais. Ayrton era chamado o Rei de Mônaco por ter tido 6 vitórias no principado. Mas sua grande vitória com certeza foi no Grande Prêmio do Brasil. No dia 24 de março de 1991 Senna conquistava a primeira vitória no GP do Brasil.

Foi algo incrível, a atmosfera daquele dia estava maravilhosa. Foi épico ver Senna guiando seu carro nas últimas voltas da fatídica corrida somente com a sexta marcha no finalzinho. Foi emoção pura.

Os inimigos

Ayrton somente foi Senna porque teve competidores a altura. A F1 teve seu momento de ouro e muitos habilidosos pilotos corriam ao mesmo tempo, aumentando assim o perfil dos competidores na categoria. Era uma briga de leões.

O principal foi Alan Prost, a quem Ayrton não subestimava, como dizia o próprio Alan, não era questão de terminar na sua frente, era a questão de querer humilhar o Frances. Teve corridas que Ayrton terminava as provas uma eternidade a frente do Frances dirigindo o mesmo carro, Mclaren.

Outros pilotos tiveram também suas richas com Ayrton , entre eles Nigel Mansell e Piquet. As disputas em corridas com esses eram incríveis, quanta saudade. Tempo que não volta mais.

O mito

O mito nasceu do constante e sucessiva afirmação de que ele um dia iria ser campeão do mundo. Tudo começou no kart e la onde ele encontrava a alegria de correr. Predestinado, campeão e ídolo, acima de tudo um bom caráter, o que não se aplicava dentro das pistas.

Contestado por muitos, dentro da pista era tudo ou nada. Não tinha duvidas de colocar outro piloto no muro ou fora da pista por uma posição. Na próxima passagem o oponente saberia que ele viria para cima e viria com tudo. A carreira de Aryton foi sempre a primeira posicao ou nada.

Tendo muitos rivais, foi alvo de criticas, de revoltas. No fundo, era o que todos queriam ver, um cara que desafiava os limites e sempre os superava. Na chuva era incomparável, corria como ninguém. Sabia os atalhos da vitoria, e sempre queria mais.

Senna, é do Brasillll!!!!

Em uma semana de transição no Criciúma, com notícias de contratações de jogadores e comissão técnica, abro o espaço para falar de um ídolo para todos os Brasileiros. Como todos, paravamos no domingo pela manhã para assistir suas façanhas e um grande espetáculo.

Era um exemplo de personalidade e cidadão. Ele testava o seu limite diariamente beirando a morte e desafiando-a constantemente em busca de algo nunca visto antes. Ainda acho, que depois desses anos todos, Ayrton foi e será o mais rápido piloto da F1.

Que saudades, quantas vitórias, quantos domingos de alegrias em suas emocionantes corridas. O domingo nunca foi o mesmo. Então, essa semana é para relembrar o meu ídolo que também é o seu provavelmente. Acelera Ayrton!!!!

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